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Meu Corpo Não É Metáfora : O Cinema de Barbara Hammer

19/09 às 19:00 - 22/09 às 19:00

Livre

A mostra “O Corpo Não É Metáfora” exibe entre os dias 19 e 22 de setembro, no Centro Cultural São Paulo, filmes de Barbara Hammer. A cineasta, que morreu em março deste ano em decorrência de câncer, aos 79 anos, é considerada um dos maiores nomes nos Estados Unidos do cinema queer. Seus mais de 40 filmes discutem assuntos tabus, como sexualidade e relações sexuais entre mulheres. “Dyketactics” (1974) foi o primeiro filme sobre orgasmo com interações lésbicas. A mostra integra o festival “Agora É Que São Elas”, que seleciona mais de 15 filmes exibidos em formato original 16mm.

Sala Lima Barreto (99 lugares)
entrada gratuita – a bilheteria será aberta uma hora antes da primeira sessão do dia

SESSÕES

1 – 60min
Sisters!
Dyketatics
Endangered
Maya Deren’s Sink

2 – 60min
Egs
Pools
Synch Touch
Optic Nerve
Sanctus

3 – 67min
Nitrate Kisses

4 – 53min
Superdyke
Women I Love
Multiple Orgasm

5 – 58min
A Horse is Not a Metaphor

PROGRAMAÇÃO 

19/9 quinta
19h Sessão 4
20h30 Sessão 3

20/9 sexta
16h Sessão 2
17h30 Sessão 5
19h Sessão 1 + Debate

21/9 sábado
16h Sessão 1
17h30 Debate
19h30 Sessão 4

22/9 domingo
16h Sessão 2
17h30 Sessão 3
19h Sessão 5

SINOPSES E FICHAS TÉCNICAS

A Horse Is Not A Metaphor
(2008, 58min, digital)
A realizadora, lutando contra o câncer de ovário em estágio avançado, retorna para o experimentalismo que originou sua carreira artística. Um filme com sobreposições de inúmeras sessões de quimioterapia. Um jogo de luz, imagem e movimento que a afastam da cama do hospital.

Dyketatics
(1974, 4min, digital)
Um “comercial” lésbico popular, 110 imagens de montagens sensuais e tocantes e rolos A, B, C, e D, de edição “cinestésica”. “As imagens são variadas e apresentadas rapidamente no começo do filme, introduzindo as personagens, se preferir. A segunda metade é consideravelmente mais lenta, e de repente eu me peguei segurando a respiração, enquanto via as cenas de amor capturadas de forma artística e sensual.” – Elizabeth Lay, Plexus

Eggs
(1978, 8min, 16mm)
Símbolos matriarcais de inteireza aparecem por toda parte na natureza, evocados pela figura de uma deusa. “EGGS, um filme muito criativo, combina imagens surpreendentes de ovos de galinha comuns, colocados em todo tipo de cenário, de macieiras a abóboras, a uma praia, acompanhadas por música koto (estilo musical japonês)”.

ENDANGERED
(1988, 18min, 16mm)
ENDANGERED é uma expressão única do poder da celulóide no processo de filmagem.

Maya Deren’s Sink
(2011, 30min, digital)
Maya Deren’s Sink explora os conceitos de Deren do espaço, tempo e forma, por meio de visitas e projeções filmadas nas casas dela, em LA e NY. Projeções de luz nos ambientes íntimos de Deren evocam um tempo e espaço antigo, nos convidando para entrar nos lares de uma cineasta influente que nunca vamos conhecer. O filme reivindica os espaços que inspiraram o trabalho dela, para compartilhá-los com o público. Tempo e espaço se desfazem enquanto as locações dos anos 1940 são reimaginadas no presente.

Multiple Orgasm
(1977, 6min, 16mm)
Um filme sensual e explícito que transmite sensações reais, que vão além de sobreposições visuais de rochas eróticas e formações de cavernas.

Nitrate Kisses
(1992, 67min, 16mm)
Nitrate Kisses explora emulsões e imagens corroídas por vestígios da cultura lésbica e gay neste primeiro longa de uma lésbica pioneira no cinema, Barbara Hammer.

Optic Nerve
(1985, 16min, 16mm)
Trilha sonora por Helen Thorington. “Optic Nerve, de Barbara Hammer, é uma reflexão pessoal poderosa sobre família e envelhecimento. Hammer trabalha com gravações que, a partir de impressão ótica e edição, são dispostas em camadas e manipuladas para criar uma meditação cativante durante sua visita à sua avó numa casa de repouso. O sentido da visão se torna um processo em constante evolução, de rever as imagens recuperadas do passado e fundi-las com o eterno presente da imagem projetada.

Pools
(1981, 8min, 16mm)
Feito em parceria com Barbara Klutinis.
Minha estética ao colaborar com POOLS junto com Barbara Klutinis, foi trazer um senso fisiológico e de experimentação do corpo em termos de locação, aos espectadores que vissem o filme e observassem as piscinas desenhadas pela primeira arquiteta a se formar na Escola de Belas Artes de Paris, Julia Morgan. Eu quero que os espectadores experienciem nadar num espaço arquitetônico por dois motivos. Primeiro, e mais importante, eu quero ativar meu público, eu quero que eles sejam ativos e não passivos ao ver cinema, e então expandir essa vivacidade para seu dia a dia, vivendo expansivamente e com políticas responsáveis. O segundo motivo pelo qual nadei e filmei essas piscinas era para quebrar o tabu. Não é permitido a nenhum visitante nadar nessas piscinas maravilhosas, exemplos do trabalho da Morgan. Pelo menos, ao conseguir permissão para nadar lá com uma câmera subaquática, eu pude compartilhar e expandir por meio da visão essa experiência física extraordinária.

Sanctus
(1990, 19min, 16mm)
Composição de sons por Neil B. Rolnick. “Em seus filmes mais recentes, Endangered e Sanctus, Barbara fala sobre a cofragilidade da existência humana e da emulsão fílmica, o material cru da artista em que ela cria imagens. Eu exibi recentemente a cópia completa de Sanctus, e fiquei muito emocionado. O filme é visualmente primoroso e cheio de simbolismos.

Sisters!
(1973, 7min, 16mm)
Uma celebração e colagem de lésbicas, incluindo cenas do dia da Marcha Internacional das Mulheres, em São Francisco, e danças animadas da última noite da segunda Conferência Lésbica, ocasião que contou com a apresentação de Family of Woman e imagens de mulheres fazendo todos os tipos de trabalho “de homem”.

Superdyke
(1975, 20min, 16mm)
A comédia sobre a tropa de defensoras Amazonas que cuidam de instituições públicas após relaxarem no país.

Sync Touch
(1981, 10min, 16mm)
Uma estética lésbica/feminista, propondo a conexão entre o tato e a visão como base para um “novo cinema”. O filme explora a natureza do tato infantil dentro da mulher cineasta, a conexão entre a sexualidade e o fazer cinema, e análises científicas do tato. “No começo ouvimos uma ‘expert’ falando – alguém que sabe sobre o tato e as zonas erógenas, sobre o erótico –, no entanto, a ênfase é no ‘conhecimento’ dela, e o que ela sabe ‘sobre’, ao invés da experiência dela. Hammer ressalta o monólogo com closes intensos e extraordinários de partes do rosto e do pescoço da mulher, os dentes e lábios dela, suas orelhas. A espectadora fica tão absorta pelos detalhes dessa proximidade, a proximidade de uma amante vendo o rosto de sua amiga, que as palavras se perdem para dar espaço a, de fato, sentir e experimentar essa intimidade. Isso também funciona por fazer a espectadora querer tocar, se envolver, já que, como a locutora diz, o toque precede o tato no recém-nascido, e a visão se torna uma conexão entre o toque e a compreensão do que aquilo significa.” – Cath Dunsford, Alternativa Cinema

Women I Love
(1976, 27min, 16mm)
Women I Love é uma série de retratos pessoais da diretora com suas amigas e amantes, com uma celebração dos frutos e da vegetação pixelada na natureza. Imagens culminantes que evocam a pintura tântrica da sensualidade sustentada.

Meu Corpo Não É Metáfora : O Cinema de Barbara Hammer

Detalhes

Início:
19/09 às 19:00
Final:
22/09 às 19:00
Preço:
Livre
Evento Categoria:

Outro

Instituição
Centros Culturais
Público
ADOLESCENTE, ADULTO, LGBTQ+
Classificação indicativa
14 anos
Calendário macro
SETEMBRO - MÊS DA CULTURA INDEPENDENTE / SP NA RUA
Ação
Audiovisual e cinema
Subprefeitura

Local

Centro Cultural São Paulo – CCSP
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso
São Paulo, SP 01504-000 Brasil
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